sábado, 2 de julho de 2016

Após morte de caicoense, presos estão de castigos, nus e sem tomar banho há cinco dias


 

Após morte de caicoense, presos estão de castigos, nus e sem tomar banho há cinco dias por ter matado colega de cela e colocado a mãe do detento para ouvir os gritos via telefone semana passada dentro do pavilhão “A” da Cadeia Pública de Caraúbas, os presos estão nus e sem tomar banho há cinco dias nas celas com alta temperatura e sem luz.

A denúncia é da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil, de Mossoró, assinada pelos advogados Francisco Canindé Maia (presidente da OAB), Rogério Barroso de Oliveira, Gideão Marrocos da silva e Gilvan Lira Pereira.

Os advogados receberam documentos com imagens de que os presos estavam sendo privados de seus direitos básicos e sofrendo torturas dentro da Cadeia Pública de Caraúbas e nesta quinta-feira, 30, fizeram uma vista técnica a instituição prisional.

Escreveram que no Pavilhão “B”, estava tudo tranquilo. Os presos estavam vestidos e recebendo alimentação normal. No caso, momento da visita dos advogados os presos estavam tomando o café da manhã, que era de pão, ovo, presunto e café.

No pavilhão “A”, encontraram os presos seminus e nus, dentro de celas sem colchões e ventiladores. A comida dos presos só é distribuída com ordens do diretor. Não está autorizado visita de familiares e menos ainda receber comidas ou vestimentas.

Os presos que se revoltarem, conforme consta no relatório da OAB Mossoró, é tratado com tiros de bala de borracha. O preso mostrou que havia sido ferido pela bala de borracha e apontou aos advogados o agente penitenciário que atirou com ordem do diretor.

A situação mais grave classificada pelos advogados foi com relação aos seis presos que estavam na cela que o preso Vanderson Bruno Martins de Freitas de 21 anos de idade, de Caicó, foi morto semana passada. Os seis foram colocados num castigo chamado “chapa”.

Neste local não tem a menor condições de sobrevivência, um calor insuportável, sem água e com pouca luz. Em contato com os advogados, um preso falou: “Não existe crime que mereça o castigo que ele está sofrendo”, relata os advogados.

Ainda conforme os advogados, este tipo de castigo (“chapa”) não existia antes do atual diretor assumir, o qual eles o identifica como Idelfonso.

Ainda conforme a CDH: “na Cela 4 do Pavilhão A, encontra-se dois detentos, um com 63 anos e outro com mais de 70 anos, só de cueca, sem tomar banho e dormindo no chão. Esta cena chocou toda a comissão”, relata os advogados no relatório.

Concluído a visita as celas, os advogados procuraram o diretor (Idelfonso) para solicitar o relaxamento dos castigos impostos aos presos do Pavilhão ‘A’. O diretor teria respondido aos advogados que não ia perder sua moral e que o castigo iria durar os 30 dias.

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