quinta-feira, 14 de novembro de 2019

Maior hospital público do RN está superlotado e 80 pacientes ficam no corredor


Oitenta pessoas nos corredores, 22 duas no centro cirúrgico e duas salas cheias com pacientes entubados. Esta era a situação até o final da manhã desta quinta-feira (14) do Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, maior hospital público do Rio Grande do Norte. A unidade de saúde está superlotada e a direção teme que a situação se agrave durante o feriadão.

A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) informou que está tomando medidas para tentar desafogar a unidade. De acordo com o secretário adjunto da pasta, Teotônio Spinelli, a expectativa é de que a situação seja "diluída" nos próximos 15 dias.

Segundo a diretora do Walfredo, Fátima Pinheiro, a superlotação decorre de fatores externos ao Walfredo Gurgel. Um deles é o fim do contrato dos médicos cooperados que atendiam no Hospital Deoclécio Marques, em Parnamirim, na Região Metropolitana. Isso acarretou em um desvio de fluxo de pacientes para o Walfredo.

Além dessa questão, ainda de acordo com Fátima Pinheiro, a Clínica Paulo Gurgel atingiu o teto anual de cirurgias que realiza para o Estado e não está mais recebendo demandas. O Hospital Memorial, que também auxilia nos atendimentos, consegue atender três encaminhamentos do Walfredo Gurgel por dia, o que não está sendo suficiente.

Fátima Pinheiro explica que esse conjunto de fatores tem contribuído para que a unidade fique lotada. De acordo com ela, com a chegada do feriado e do fim de semana, em que comumente aumenta o número de atendimentos e ainda há uma quantidade menor de médicos de serviços, por causa das escalas, a situação pode se agravar.

A diretora procurou a Sesap nesta quinta (14) para uma reunião, visando a tentar encontrar uma solução para o problema. Após o encontro, Teotônio Spinelli afirmou que a Sesap entrou em acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, para pagar o "extra-teto" à Clínica Paulo Gurgel, para que os atendimentos sejam retomados por lá.

Além disso, o adjunto também afirmou que o Hospital Deoclécio Marques voltou a receber novos pacientes nesta quinta (14). "Não esperamos que isso se resolva na próxima semana, mas que esse problema seja diluído nos próximos 15 dias", declarou.

Por G1RN

quarta-feira, 13 de novembro de 2019

Previne Brasil: governo lança programa que vai investir R$ 2 bilhões na atenção básica


O programa Previne Brasil investirá R$ 2 bilhões para melhorar o atendimento primário em municípios brasileiros. Cerca de 50 milhões de pessoas serão incluídas nas consultas do SUS.

A proposta foi apresentada pelo ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, nesta terça feira.

O ministro afirmou que a iniciativa visa o financiamento da atenção primaria à saúde, para ampliar o acesso da população mais carente a consultas públicas, exames e outros serviços ofertados na rede pública.

São mais de 40 milhões de pessoas esquecidas, quase a metade delas as pessoas mais frágeis, que mais necessitam do cuidado da estratégia de saúde da família e da atenção básica. É nesse universo que gastamos quase R$ 1 bilhão com amputações, porque os diabéticos não são controlados. É atrás deles que nós vamos”.

De acordo com o ministro da Saúde, o dinheiro investido no programa não afetará o orçamento da União. O capital será realocado da própria verba do ministério, que, segundo Mandetta, antes era gasta com políticas públicas ineficientes.

Mandetta acrescentou que, pelo programa Previne Brasil, o investimento na saúde básica vai acontecer não mais pela média da população, como acontece desde a criação do SUS, o Sistema Único de Saúde, há 30 anos, e sim por produtividade.

O município terá que cadastrar os usuários do SUS no Sistema de Informação da Atenção Básica, SISAB, e registrar os tipos de serviços mais utilizados pelos pacientes. A ideia é evitar que a população recorra às emergências dos hospitais para tratar de doenças que seriam prevenidas na atenção primária. Assim, o ministério poderá alocar os recursos de acordo com a necessidade dos municípios.

Nós vamos investir mais de R$ 2 bilhões acima do que já investimos em atenção primária e, pela primeira vez, dando por aquilo que você faz. Pelas metas da sua cidade, da equipe”.

Luiz Henrique Mandetta adiantou que o próximo passo será o anúncio da capacitação de quase 260 mil técnicos em saúde básica, para atuar em saúde da família, em todo o país.

Programa Previne Brasil quer incluir 50 milhões de brasileiros no SUS


O governo federal lançou nesta terça-feira (12), em cerimônia no Palácio do Planalto, o programa Previne Brasil que altera procedimentos de repasse de recursos do Sistema Único de Saúde (SUS) para os municípios. A iniciativa visa incluir mais pessoas nos programas de atenção primária. A expectativa do governo é incluir 50 milhões de pessoas em diferentes programas dos SUS. A previsão é de que os repasses para os municípios tenham um aporte de R$ 2 bilhões, passando de R$ 18,3 bilhões para mais de R$ 20 bilhões.

Segundo o governo, o novo modelo vai aportar mais recursos para os municípios que melhorarem a saúde dos brasileiros, especialmente nos serviços de saúde da atenção primária, que cuida dos problemas mais frequentes, como diabetes e hipertensão, através de consultas médicas, exames e vacinação.

Antes, a distribuição de recursos era feita com base na quantidade de pessoas residentes e de serviços existentes em cada município, sem considerar o atendimento efetivamente prestado pelas 43 mil Equipes de Saúde da Família (ESF) que atuam no país. Atualmente esses profissionais atendem cerca de 90 milhões de pessoas. A avaliação do governo é de que as equipes podem atender até 140 milhões de pacientes.

"Em 30 anos de SUS e até hoje, o repasse de recursos aconteceu pela ótica do per capita, de quantas pessoas moram na cidade, de quantas equipes de saúde da família têm. Essa maneira era muito justificada pela chamada universalidade, de dar um pouco de recursos para cada município. E nós não podemos perder isso de visto. Mas ela criou um mundo dos esquecidos”, disse o ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta.

De acordo com o ministro, essas medidas vão atingir especialmente as pessoas que recebem benefícios sociais, com baixa renda e idosos que, muitas vezes, acabam não sendo contempladas no atendimento de saúde. “Onde estão as pessoas? Cruzamos os diferentes cadastros e encontramos no cadastro do Bolsa Família, do BPC [Benefício de Prestação Continuada], do INSS [Instituo Nacional do Seguro Social], das pessoas que recebem os menores benefícios e são quase 40 milhões de pessoas esquecidas, as mais frágeis e que mais têm a necessidade da atenção básica”, afirmou.

De acordo com o Ministério da Saúde, os recursos serão distribuídos com base em três critérios: o número de pessoas acompanhadas nos serviços de saúde, em especial as pessoas que recebem benefícios sociais, crianças e idosos; foco no tratamento de doenças crônicas como diabetes e redução de mortes de crianças e mães; e ainda a adesão a programas estratégicos, como Saúde Bucal e Saúde na Hora, que amplia o horário de atendimento à população dos serviços, abrindo durante o almoço, à noite ou aos fins de semana.

Outro ponto que também será alterado é a forma de cadastramento dos usuários do SUS, feito pelos profissionais de saúde e gestores no Sistema de Informação da Atenção Básica (Sisab). A partir do lançamento do programa, esse cadastramento poderá ser feito também pelo CPF e não apenas pelo Cartão Nacional de Saúde (Cartão SUS). De acordo com o ministério, a alteração vai facilitar que os profissionais de saúde, a exemplo das Equipes de Saúde da Família (ESF) e Agentes Comunitários de Saúde, realizem a busca ativa dos pacientes em casos de retornos sobre exames, consultas, situação vacinal, dentre outros.

"O vínculo do cidadão à equipe permite o planejamento da oferta de serviços nos municípios e o acompanhamento adequado de cada paciente evitando, inclusive, que as pessoas recorram às urgências e emergências dos hospitais para tratar doenças que poderiam ter sido prevenidas na Atenção Primária e, desta forma, não teriam evoluído para estágios mais graves que são mais aflitivos para os pacientes e elevam os custos no SUS", disse o ministério.

Indicadores
Outro ponto que sofreu alteração é a quantidade de indicadores avaliados. Atualmente, 720 indicadores de saúde tem previsão de monitoramento, no entanto, de acordo com o governo, o sistema de registro dessas informações não é alimentado na maior parte dos municípios, o que impossibilita o acompanhamento real das condições de saúde das pessoas.

Pela proposta do Previne Brasil, agora serão monitorados 21 indicadores da saúde da população. Eles precisarão ser informados regularmente para que os municípios possam receber recursos federais. A proposta prevê que, em 2020 serão monitorados 7 indicadores, mais 7 em 2021 e mais 7 em 2022. Entre eles estão a realização de consultas pré-natais e vacinação em crianças. O monitoramento de indicadores será feito a cada quatro meses, a partir de setembro de 2020.

Caixa corta pela metade taxa de juros do Cheque Especial e anuncia nova linha de crédito imobiliário


A Caixa Econômica Federal anunciou, nesta terça-feira (12), a redução da taxa de juros do cheque especial de 8,99% para 4,99% ao mês.

A Caixa devolve à sociedade, e em especial aos mais humildes, os resultados recordes que teve, redução para abaixo de 5% [a taxa do cheque especial]. É um banco preocupado com a igualdade, com a distribuição de renda. Isso é absolutamente matemático e meritocrático”, disse o presidente do banco, Pedro Guimarães.

Esse juros de 4,99% ainda é extremamente elevado. "Nós continuamos automaticamente estudando a contínua melhora econômica do Brasil, e poderemos continuar abaixando, mas a eventual piora também leva ao aumento”, disse Guimarães.

O corte de juros no cheque especial por parte da Caixa Econômica Federal não teve ingerência do governo de Jair Bolsonaro, afirmou Guimarães.

Não teve ingerência do meu chefe na redução do juro do cheque especial. A redução foi matemática. Ainda assim teremos ganho”, disse, em coletiva de imprensa, referindo-se ao ministro da Economia, Paulo Guedes.

A Caixa anunciou ainda uma nova linha de crédito imobiliário indexado ao IPCA, com taxas a partir de 2,95% ao ano mais o IPCA, representando uma parcela 40% menor em relação ao financiamento indexado à TR.

Crédito:
O banco tende a encolher sua carteira de crédito mais adiante, à medida que não renova operações com grandes empresas e planeja securitizar parte dos empréstimos imobiliários, disse nesta terça-feira o presidente-executivo do banco estatal, Pedro Guimarães.

Nossa carteira de crédito deve diminuir”, disse Guimarães a jornalistas durante apresentação dos resultados do terceiro trimestre.

A carteira de crédito da instituição recuou 1,5% em 12 meses.

Balanço:
O lucro líquido da Caixa Econômica Federal cresceu 66,7% no terceiro trimestre do ano em comparação com o mesmo período de 2018. Segundo o balanço do terceiro trimestre do banco divulgado hoje (12), o lucro líquido chegou a R$ 8 bilhões. Na comparação com o segundo trimestre, o lucro líquido teve alta de 90,6%, quando foi registrado lucro de R$ 4,212 bilhões.

A Caixa ainda anunciou que mais de mil novos pontos de atendimento serão abertos até março de 2020.

Bolsonaro assina medida provisória que extingue o Dpvat


O presidente Jair Bolsonaro assinou hoje (11) medida provisória (MP) extinguindo, a partir de 1º de janeiro de 2020, o Seguro Obrigatório de Danos Pessoais causados por veículos automotores de via terrestre, o chamado Dpvat. De acordo com o governo, a medida tem por objetivo evitar fraudes e amenizar os custos de supervisão e de regulação do seguro por parte do setor público, atendendo a uma recomendação do Tribunal de Contas da União (TCU).

Pela proposta, os acidentes ocorridos até 31 de dezembro de 2019 continuam cobertos pelo DPVAT. A atual gestora do seguro, a Seguradora Líder, permanecerá até 31 de dezembro de 2025 como responsável pelos procedimentos de cobertura dos sinistros ocorridos até a da de 31 de dezembro deste ano.

O valor total contabilizado no Consórcio do Dpvat é de cerca de R$ 8,9 bilhões, sendo que o valor estimado para cobrir as obrigações efetivas do Dpvat até 31/12/2025, quanto aos acidentes ocorridos até 31/12/2019, é de aproximadamente R$ 4.2 bilhões”, informou o Ministério da Economia.

De acordo coma pasta, o valor restante, cerca de R$ 4.7 bilhões, será destinado, em um primeiro momento, à Conta Única do Tesouro Nacional, em três parcelas anuais de R$ 1.2 bilhões, em 2020, 2021 e 2022.

A medida provisória não desampara os cidadãos no caso de acidentes, já que, quanto às despesas médicas, há atendimento gratuito e universal na rede pública, por meio do SUS [Sistema Único de Saúde]. Para os segurados do INSS [Instituto Nacional do Seguro Social], também há a cobertura do auxílio-doença, aposentadoria por invalidez, auxílio-acidente e de pensão por morte”, acrescentou o ministério.

A MP extingue também o Seguro de Danos Pessoais Causados por Embarcações, ou por sua carga, a pessoas transportadas ou não (DPEM). Segundo o ministério, esse seguro está sem seguradora que o oferte e inoperante desde 2016.

Por que ele vai acabar?
A Superintendência de Seguros Privados (Susep), órgão federal que fiscaliza o mercado de seguros, disse ter sido questionada pelo Ministério da Economia sobre fraudes, problemas com órgãos de controle e alto índice de reclamações em relação ao seguro, e apresentou dados que apontam a baixa eficiência do DPVAT. O órgão não divulgou esses dados.

Em setembro último, ela afirmou que, em 2018, 11.898 fraudes ao DPVAT foram descobertas. E que, nos 7 primeiros meses de 2019, conseguiu identificar mais de 4 mil, evitando um prejuízo de R$ 29,6 milhões.

De acordo com a Susep, o volume de reclamações do DPVAT é um dos maiores do mercado, "sendo a Seguradora Líder, a 2ª colocada no ranking de reclamações da Susep". E, ainda conforme a superintendência, atualmente, o DPVAT é alvo de processos movidos pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e de milhares de ações judiciais.

A Susep também destacou que o DPVAT consome 19% dos recursos de fiscalização da superintendência, enquanto a operação representa apenas 1,9% do volume de receitas.

De acordo com o governo, a extinção do DPVAT não vai desamparar os cidadãos em caso de acidentes, já que o Sistema Único de Saúde (SUS) presta atendimento gratuito e universal na rede pública.

Para os segurados do INSS, também há a cobertura do auxílio-doença, aposentadoria por invalidez, auxílio-acidente e de pensão por morte. E, mesmo para aqueles que não são segurados do INSS, o Governo Federal também já oferece o Benefício de Prestação Continuada – BPC, que garante o pagamento de um salário mínimo mensal para pessoas que não possuam meios de prover sua subsistência ou de tê-la provida por sua família, nos termos da legislação respectiva

terça-feira, 12 de novembro de 2019

Grave acidente foi registrado na noite desta terça feira em Currais Novos



Por volta de 18h desta terça (12), foi registrado um acidente tipo colisão frontal, na BR 427, próximo a ponte do bairro Silvio Bezerra de Melo, envolvendo uma Saveiro de cor branca, de placas KJD 7628, e uma moto Yamaha YBR de cor roxa, de placa MYI 1614, pilotada por Rondinele Delmiro de Araújo, residente na Rua Maria Idalina no bairro Silvio Bezerra de Melo, em Currais Novos.
Gaguinho com é conhecido o condutor da moto, sofreu fratura no braço e estava com bastante sangramento no rosto.
A moto ficou bastante danificada, assim como o veículo. Ele foi socorrido pelo SAMU para o hospital de Currais Novos para estabilização dos seus ferimentos e possivelmente irá ser conduzido para Natal pelo suporte avançado (UTI) do SAMU.

Por Jota Dantas

sábado, 9 de novembro de 2019

Governo estuda extinguir seguro obrigatório DPVAT em 2020, diz agência


O governo federal estuda a extinção do seguro obrigatório DPVAT, que indeniza vítimas de acidentes de trânsito, o que poderia valer já para o próximo ano, segundo duas fontes da equipe econômica ouvidas pela agência de notícias Reuters.

A Susep (Superintendência de Seguros Privados), inclusive, já enviou uma proposta para o Ministério da Economia sobre o assunto. Segundo a Reuters apurou, o tema poderá ser tratado via medida provisória (MP). Pela proposta, o DPVAT seria extinto a partir de 1º de janeiro de 2020.

Em entrevista à Reuters nesta sexta-feira, o ministro da Economia, Paulo Guedes, confirmou a investida, frisando que a ideia é abolir o DPVAT já no ano que vem.

Ele lembrou que o compromisso do governo Jair Bolsonaro é “tirar do cangote” das pessoas e empresas o peso de alguns encargos.

É algo que o consumidor talvez aprove e tem que ver como vai ficar a indústria que vive disso”, disse.

Para cobrir as indenizações do seguro até 2026 por acidentes ocorridos até o fim deste ano, a seguradora Líder, responsável pelo pagamento do DPVAT, repassaria ao Tesouro R$ 1,25 bilhão em cada um dos próximos três anos, conforme proposta atualmente em estudo. Isso aconteceria por intermédio da Susep.

Hoje, o valor anual recolhido a título de DPVAT dos donos de veículos é de cerca de R$ 2,3 bilhões. Por lei, 45% desse montante deve ser repassado ao SUS (Sistema Único de Saúde), com os 5% sendo direcionados ao Denatran.

De acordo com números internos, a avaliação é que, já estimadas as obrigações de repasse e as indenizações a vítimas de acidentes até o fim de 2019, ainda restariam em torno de R$ 4,8 bilhões livres para a seguradora Líder.

A Líder é um consórcio de 73 seguradoras que administra o DPVAT. Entre suas participantes, estão empresas como AIG Seguros, Caixa Seguradora, Bradesco Seguros, Itaú Seguros, Mapfre, Porto Seguro, Omint, Tokio Marine e Zurich Santander.

Mais cedo neste ano, a superintendente da Susep, Solange Paiva, já havia dito publicamente que o modelo do DPVAT estava sob revisão, também criticando sua estrutura de monopólio.