quinta-feira, 24 de março de 2016

Estado/RN: Políticos potiguares emitem nota sobre recebimento de dinheiro da Odebrecht:

Henrique Eduardo Alves é apontado como “histórico” na lista de pagamentos da empresa a políticos (Foto: Agência Senado).
A Operação Lava-Jato segue apurando o envolvimento de políticos brasileiros com empreiteiras. Na terça-feira, 22, a Polícia Federal (PF) revelou tabelas com os nomes de mais de 200 políticos de 24 partidos que receberam dinheiro nas campanhas municipais do ano 2012 e para as eleições de 2010 e de 2014. Na lista, aparecem os nomes de quatro políticos potiguares: o Ministro do Turismo Henrique Eduardo Alves (PMDB), Garibaldi Alves (PMDB), o senador José Agripino (DEM) e o deputado federal Rogério Marinho (PSDB).
Os documentos foram apreendidos na casa de Benedicto Barbosa da Silva Junior, presidente da Odebrecht Infraestrutura, liberado pela Justiça após ser preso temporariamente na 23ª fase da Operação Lava Jato. As planilhas, porém, não deixam claro se as doações foram feitas de forma legal ou se compõem caixa 2 de campanha.
Em nota, o ministro Henrique Eduardo Alves afirma que:
“Sobre a citação do ministro na lista de doações da Odebrecht, cabe esclarecer que todos os valores recebidos pelo então candidato Henrique Eduardo Alves e ao PMDB-RN foram regulares e constam na prestação de contas apresentadas à Justiça Eleitoral”.
O deputado Rogério Marinho também emitiu nota sobre o a lista. Ele declara que os repasses realizados pela Odebrecht foram feitos ao diretório nacional do partido e não diretamente a ele.
“Nunca solicitei doações de Campanha à empresa Odebrecht ou a qualquer um de seus diretores, sequer os conheço. Os recursos citados são oriundos do Diretório Nacional do PSDB. As doações eleitorais que recebi foram todas identificadas mediante recibo eleitoral e estão devidamente registradas e aprovadas pela Justiça”, contém a nota.
A divulgação da lista gerou polêmica e, no final da tarde da quarta-feira, 23, o juiz federal Sérgio Moro determinou o sigilo sobre os documentos sob a alegação de que ainda não se pode chegar a conclusões sobre a natureza do dinheiro recebido pelos políticos.

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